2.01.2018

A oeste nada de novo, Erich Maria Remarque | #lembrandograndeguerra


Hoje trago-vos o meu primeiro vídeo de opinião para o projecto #lembrandograndeguerra. Nele falo-vos do livro alemão "A oeste nada de novo" e da sua adaptação cinematográfica de 1930. Foi um livro que surpreendeu pela positiva e que recomendo muito para quem quer ler algo sore a guerra das trincheiras.


Ainda se vê que é Kemmerich quem ali está, mas já não é verdadeiramente ele...A sua imagem desbotou, esbateu-se como uma chapa fotográfica gasta depois de muito usada. Até a sua voz soa a cinzas.
Jovens? É verdade que nenhum de nós tem mais de vinte anos de idade. Mas daí a sermos jovens...Isso já foi há muito tempo. Agora somos velhos.
Ao primeiro disparo de artilharia, uma parte do nosso ser projeta-se mil anos no passado e um instinto animal guia-nos e protege-nos. (...) O que nos atira para o chão e nos salva sem que nos apercebamos disso é uma coisa diferente, um instinto presciente, subconsciente, que existe dentro de nós. Se não fosse isto, há muito que não restaria um só homem vivo entre a Flandres e os Vosges.
Todos os soldados que sobrevivem devem a sobrevivência a milhares de acasos felizes, e a nada mais. E todos os soldados acreditam e confiam no acaso.
Estas imagens são tão silenciosas porque o silêncio é algo quase incompreensível para nós. Não há silêncio na frente de combate e o seu feitiço é tal que nunca estamos longe dela.
Se tivéssemos voltado para casa em 1916, poderíamos ter causado uma tempestade com a dor e a intensidade das nossas experiências. Se voltarmos agora, voltaremos exaustos, vergados, gastos, desenraizados e vazios de esperança. Já não conseguiremos lutar.



E vocês? Já leram este livro ou viram o filme?


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